O que você fala de mim, diz mais sobre você do que sobre mim

"lo que tu hablas sobre mi, dice más de ti que de mí" Foto: Ingimages

Fofoca e conversa se tornaram cada vez mais proeminentes em nossa sociedade, sob o disfarce de anonimato permitir, coberto com frases como um amigo de um amigo me disse que t...


* Por Julia Alegre Vivemos em um mundo onde fazer juízos de valor danosos e caluniosos tornou-se moda. As novas tecnologias favoreceram o surgimento de espaços públicos e “privados” (os chamamos de redes sociais) nos quais qualquer ignorante pode ser levantado como um grande crítico, com o poder de falar sobre o que ele quer e quem dá a Ganhe sem receber qualquer resposta. A fofoca chegou a uma nova dimensão, como se não bastasse que já sejam uma realidade presente na vida, o que acontece fora dos limites de um computador ou smartphone (sim, isso existe!). Mas não é o meio onde a fofoca é jogada que me preocupa, mas a acentuação da capacidade do ser humano de colocá-los em prática sem limitação , muitas vezes sob a proteção do seu direito à liberdade de expressão ou, pior ainda, do anonimato. Leia o artigo 'A fofoca vai, vem a fofoca' Eu me considero uma pequena amante de fofocas e comentários livres. Eu não me comunico com os fofoqueiros, muito menos quando eles não mostram seus rostos e usam os outros para perpetrar o crime ("o amigo de um amigo do vizinho do outro lado da rua me disse isso..."). Eu odeio os covardes que não mostram seus rostos por causa das palavras pronunciadas contra outro assunto que eles não conhecem, ou que não os apoiam quando sabem que os começaram. Ainda mais quando as falácias e calúnias estão cheias de nuances sexistas. Isto é, porque você é uma mulher, você é isso ou aquilo. Sem mencionar, a título pessoal, as fofocas que eu tive que suportar, além de ser mulher, ser espanhola. Deve ser que nós, espanhóis, somos todos muito "liberais". Leia o post 'Menos tabus e mais sexo' Cheguei em Bogotá há mais de um ano e meio e, embora seja infinitamente grato com este país e a maioria de seu povo para me receber e me dar um lugar onde eu possa me desenvolver pessoal e profissionalmente, não perdeu o tempo em que alguém me marcou assim e o outro por ser mulher, estrangeira e excessivamente bocazas (o termo 'bocazas' é entendido como uma pessoa que não guarda silêncio sobre o que ele considera injusto ou quando é necessário exigir). Uma vez eu li uma frase que dizia algo como "o que os outros dizem sobre você sem saber você diz mais sobre eles do que sobre você". E sim, de fato . De fato, o que os outros dizem sobre mim sem me conhecer não traz nada da minha pessoa, mas do outro lado da fofoca. Isso não garante que o que você vai vomitar seja verdade ou não; aquilo que não se enquadra no dano que obterá o sujeito vítima de sua calúnia e tolice; que é incapaz de praticar um silêncio prudente e que faz do cinismo seu baluarte. Que prefere para difamar antes de plantar na frente da pessoa em causa e pedir-lhe o que você pensa sobre as informações que você alcançou seus ouvidos.



A prudência é uma qualidade que muitas pessoas não têm e hipocrisia outras pessoas está comprometida a dilatar, como a exaltação fervoroso pela fofoca calculado e torcido prevalecente no notícias



Voltando ao argumento inicial, não prestam muita atenção aos meus delírios. Sou apenas mais um ignorante que gosta de brincar para acreditar em Deus porque alguém decidiu me dar um espaço neste paradigma chamado Internet, no qual derramo minhas mais humildes delusões existenciais. *** Sobre o blog: A síndrome da mulher pensante Nem nós somos o sexo fraco, nem fomos forjados a deixar o cérebro insano, privados de toda atividade. Vivemos em um tempo de transformação, imediatismo, informação e liberdade. É hora de disponibilizar todas as possibilidades para nós; apostar em uma sociedade que não invalida a crítica construtiva de uma mulher para lidar com questões delicadas e sensíveis que sem dúvida a afetam. Este é o espaço da ironia, análise, contestação, libertação... O todo e o nada.

Julia Alegre é uma jornalista espanhola especializada em Cooperação Internacional e Ação Humanitária. Atualmente estou desenvolvendo meu trabalho como redator em Fucsia. co. JAlegreB@semana. com e @ JuliaAlegre1